Anos atrás, coloquei um alimentador de esquilos numa árvore, a alguns metros da nossa casa. É uma peça simples — duas tábuas e um prego no qual se prende uma espiga de milho. E desde então, todas as manhãs, um esquilo vem desfrutar da refeição do dia. É um animal bonito — preto com a barriga redonda acinzentada.
Sento-me na varanda dos fundos, pela manhã, e o observo enquanto come. O animalzinho arranca cada grão da espiga, segura-o com as mãos, vira-o e come o que está dentro do grão. No fim do dia, não sobram grãos, somente uma pequena e arrumada pilha de sobras de cascas debaixo da árvore.
Apesar dos meus cuidados por ele, o esquilo tem medo de mim. Quando me aproximo, ele foge, refugia-se numa árvore, grita quando chego muito perto. Ele não sabe que sou eu que providencio a comida para ele.
Algumas pessoas agem assim com Deus, e fogem dele, com medo. Não reconhecem que Ele as ama e provê ricamente para que desfrutem de tudo (Salmo 65:11).
Henry Scougal, um pastor escocês que viveu no século 17, escreveu: “Nada tem mais poder de atrair nossas afeições do que saber que somos amados por aquele que é inteiramente amoroso […]. Isso deve nos surpreender e alegrar; e deve afastar o nosso medo e amolecer os nossos corações.” O amor de Deus é o amor perfeito que “expulsa o medo” (1 João 4:18).